Hoje e amanhã jogam-se partidas decisivas para o apuramento das equipas portuguesas. Espero que amanhã tenhamos boas notícias destas três equipas.
Actualização: o FCP já marcou!! Aos 2 minutos! Não podia começar melhor...
terça-feira, novembro 21, 2006
Liga dos Campeões
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Futebol
Novidades sobre a Casa da Prelada
A transformação da Casa da Quinta da Prelada, no Porto, num centro cultural espera há um ano por licenciamento devido ao facto de a Santa Casa da Misericórdia, proprietária do espaço, ter sido obrigada a introduzir modificações no projecto inicial. De acordo com informações da Câmara do Porto, tanto a Autarquia como o IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) "levantaram questões relacionadas com um volume arquitectónico de ampliação em vidro, considerando que descaracterizava o edifício original" e o projecto definitivo, do arquitecto António Barbosa, ainda não foi entregue.Estêvão Samagaio, comissário-adjunto da Santa Casa, explicou ao JN que está em causa a construção de "uma enorme parede iluminada que servirá para tapar as traseiras da casa". O responsável espera que a intervenção seja licenciada com "brevidade", por tratar-se de um projecto que "irá valorizar a cultura da cidade".
O Centro Cultural D. Francisco de Noronha Meneses irá albergar todos os arquivos históricos da instituição (actualmente funcionam em instalações inadequadas); uma biblioteca; um espaço museológico para pintura excedentária, entre outras valências, como um auditório para conferências. Foi Estêvão Samagaio quem, em 2002, sugeriu a criação de um pólo cultural.
A Câmara do Porto esclareceu que o projecto de requalificação, apresentado há um ano, teve "pareceres desfavoráveis" e que em Outubro passado os técnicos da Câmara estiveram reunidos com o arquitecto e com um representante da Santa Casa, "que sugeriram apresentar um novo projecto, que ainda não foi entregue". Entretanto, o edifício desenhado por Nasoni permanece fechado ao público e em avançado estado de degradação. Estêvão Samagaio garante, contudo, que "não está abandonado" e que a segurança do espaço é assegurada por "cães treinados".
O maior labirinto verde da Península Ibérica
A Casa da Prelada, um imóvel de interesse público, foi construída em meados do séc. XVIII e é uma das obras mais emblemáticas do arquitecto italiano Nicolau Nasoni. Está inserida numa quinta onde se destacam os obeliscos, os jardins - no "maior labirinto da Penísula Ibérica" -, um castelo e um lago. O projecto na altura da construção ficou incompleto a casa deveria ser constituída por quatro torres, mas acabou por ficar com apenas uma. O espaço foi doado em 1904 à Santa Casa da Misericórdia do Porto pela família Noronha de Meneses. Arquivo espalhado por três locais. O arquivo histórico da Santa Casa da Misericórdia está actualmente disperso pela sede da instituição (na Rua das Flores, no Porto), Hospital de Santo António e Instituto Araújo. Há muito que as instalações são consideradas obsoletas pela própria Santa Casa, que no edifício-sede tem ainda uma biblioteca e uma sala de leitura. "Há milhares de livros e documentos arquivados em inadequadas condições ambientais", afirma Estêvão Samagaio.
No JN
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Casa da Prelada
sábado, novembro 18, 2006
Uma boa notícia: Vai abrir o sublanço da IP4 entre Sendim e Águas Santas
Abrem depois de amanhã ao trânsito o sublanço do IP4 entre Sendim (Matosinhos) e o nó de Águas Santas (Maia) e a Via Regional Interior (VRI), que estabelece a ligação entre aquele itinerário e o IC24, no nó do aeroporto. As novas vias incluem seis novos nós, 24 acessos e 44 passagens superiores e inferiores.
Com o IP4, as principais freguesias de Matosinhos ficam a cerca de cinco minutos da sede do concelho. Por outro lado, com a entrada em funcionamento da Via Interna de Ligação do Porto de Leixões (VILPL), que deverá ocorrer até ao final do ano, os cerca de dois mil camiões que, diariamente, entram e saem do porto, deverão sair da malha urbana, utilizando a VRI para entrar no IP4 (em Custóias) ou no IC24 (no nó do Aeroporto).
No JN
Com o IP4, as principais freguesias de Matosinhos ficam a cerca de cinco minutos da sede do concelho. Por outro lado, com a entrada em funcionamento da Via Interna de Ligação do Porto de Leixões (VILPL), que deverá ocorrer até ao final do ano, os cerca de dois mil camiões que, diariamente, entram e saem do porto, deverão sair da malha urbana, utilizando a VRI para entrar no IP4 (em Custóias) ou no IC24 (no nó do Aeroporto).
No JN
Porto - Vigo por "TGV" em 2013
As notícias sobre o hipotético futuro "TGV" vão chegando e continuo com dificuldade em distinguir o que é realmente "Alta Velocidade" ou "Velocidade Alta" ou que quer que seja nesta grande empreitada de criar umas linhas férreas rápidas em Portugal.
Neste caso concreto, não sei como a dita "Alta Velocidade" referida neste texto no JN pode ser cumprida se vamos manter a linha entre o Porto e Braga, pelo menos tendo como comparação o actual serviço pela CP. Será a dita "Velocidade Alta"? Bom, isso é um pormenor nesta notícia, tendo em consideração a informação de que Porto e Vigo estarão ligados por menos de uma hora.
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Ligação vai demorar "menos de uma hora" e custará cerca de dois mil milhões de euros
A ligação entre Porto e Vigo por comboio de alta velocidade estará concluída em 2013 e custará cerca de dois mil milhões de euros.
O anúncio foi feito, este sábado, pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage.
No lado português, a construção será dividida em dois lanços, o primeiro dos quais entre Porto e Braga, que aproveitará a linha existente, depois da respectiva requalificação. "O segundo lanço, entre Braga a Valença, será inteiramente novo e incluirá uma nova ponte sobre o rio Minho", acrescentou.
No JN
Neste caso concreto, não sei como a dita "Alta Velocidade" referida neste texto no JN pode ser cumprida se vamos manter a linha entre o Porto e Braga, pelo menos tendo como comparação o actual serviço pela CP. Será a dita "Velocidade Alta"? Bom, isso é um pormenor nesta notícia, tendo em consideração a informação de que Porto e Vigo estarão ligados por menos de uma hora.
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Ligação vai demorar "menos de uma hora" e custará cerca de dois mil milhões de euros
A ligação entre Porto e Vigo por comboio de alta velocidade estará concluída em 2013 e custará cerca de dois mil milhões de euros.
O anúncio foi feito, este sábado, pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage.
No lado português, a construção será dividida em dois lanços, o primeiro dos quais entre Porto e Braga, que aproveitará a linha existente, depois da respectiva requalificação. "O segundo lanço, entre Braga a Valença, será inteiramente novo e incluirá uma nova ponte sobre o rio Minho", acrescentou.
No JN
quarta-feira, novembro 15, 2006
Ora deixa cá ver quando são as eleições autárquicas...?
O Governo diz que as obras do metro do Porto só vão avançar dentro de dois anos.
«Para 2007, não prevemos que seja possível realizar obras significativas. Há que lançar o concurso, avaliar propostas. Obras serão sempre em 2008», adiantou o ministro dos transportes, Mário Lino, numa Comissão na Assembleia da República, referindo-se ao metro do Porto.
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Metro do Porto
Sugestão para o Natal
Deixo aqui uma sugestão para um presente de Natal:

Super Bock XpresS
A máquina custa 150-190€ e cada recarga cerca de 10€. O barril de 5L, que dá para 20/25 finos, depois de aberto, dura 30 dias.
Nada mais nada menos do que uma máquina de cerveja à pressão "de trazer por casa". Vai estar à venda, inicialmente nas grandes superfícies, a partir do dia 17.

Super Bock XpresS
A máquina custa 150-190€ e cada recarga cerca de 10€. O barril de 5L, que dá para 20/25 finos, depois de aberto, dura 30 dias.
Nada mais nada menos do que uma máquina de cerveja à pressão "de trazer por casa". Vai estar à venda, inicialmente nas grandes superfícies, a partir do dia 17.
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Sugestões
terça-feira, novembro 14, 2006
Sondagem
Eis os primeiros resultados da Ota a qualquer custo
O aeroporto Francisco Sá Carneiro (ASC) tem vindo a perder peso face aos três da Galiza, tendência que se agravou em 2005, ano que as infra-estruturas espanholas acolheram 55,04 por cento dos passageiros que circularam nos aeroportos do noroeste peninsular.
De acordo com o «Jornal de Notícias», a perda de primazia, contudo, data de 2003, quando os movimentos nos aeroportos de Vigo, Santiago e Corunha corresponderam a 50,81% do total quando, antes, os do ASC superavam os dos três galegos. Apostar no turismo e no transporte de carga de modo a complementar com a Galiza, diz um estudo do Eixo Atlântico, é a melhor solução para os interesses desta euro-região.
Na origem da quebra, defende o estudo «Sistema Aeroportuário do Eixo Atlântico», estão factores como as obras de ampliação do ASC, que comprometeram a sua capacidade entre 2002 e 2004, o encerramento da Sabena e Swissair e, ainda, a «política de concentração do tráfego da TAP em Lisboa», desde 1999. A estes factores junta-se o 11 de Setembro, que, no entanto, afectou todos.
De acordo com o «Jornal de Notícias», a perda de primazia, contudo, data de 2003, quando os movimentos nos aeroportos de Vigo, Santiago e Corunha corresponderam a 50,81% do total quando, antes, os do ASC superavam os dos três galegos. Apostar no turismo e no transporte de carga de modo a complementar com a Galiza, diz um estudo do Eixo Atlântico, é a melhor solução para os interesses desta euro-região.
Na origem da quebra, defende o estudo «Sistema Aeroportuário do Eixo Atlântico», estão factores como as obras de ampliação do ASC, que comprometeram a sua capacidade entre 2002 e 2004, o encerramento da Sabena e Swissair e, ainda, a «política de concentração do tráfego da TAP em Lisboa», desde 1999. A estes factores junta-se o 11 de Setembro, que, no entanto, afectou todos.
segunda-feira, novembro 13, 2006
E o prémio para a maior democrata vai para....:

Ao dizer que o governo deve avançar com a despenalização do aborto, mesmo que vença o "não" no referendo...
Confidencialidade ou Abuso à Liberdade do trabalhador?
Estalou uma nova polémica com a Câmara do Porto. A câmara pretende incluir nos contratos com os funcionários da Porto Lazer uma cláusula de confidencialidade.
Tal não seria necessário numa empresa privada: existe, desde logo, um bom senso do funcionário - não vai dizer mal da empregadora que sabe que fica a conhecer melhor a porta da rua. No caso duma autarquia (ou outro empregador da função pública), isso não é tão fácil. E os funcionários sabem disso, vai daí que se põem a dizer o que devem e, especialmente, o que não devem. É neste contexto que surge a cláusula nova...
Tal não seria necessário numa empresa privada: existe, desde logo, um bom senso do funcionário - não vai dizer mal da empregadora que sabe que fica a conhecer melhor a porta da rua. No caso duma autarquia (ou outro empregador da função pública), isso não é tão fácil. E os funcionários sabem disso, vai daí que se põem a dizer o que devem e, especialmente, o que não devem. É neste contexto que surge a cláusula nova...
quinta-feira, novembro 09, 2006
Casa Porto mostra decoração na sede da União de Bancos
A antiga sede da União de Bancos, na Praça de D. João I, foi o cenário escolhido para acolher a segunda edição da mostra de sugestões e de ambientes de decoração. A inaguração está agendada para amanhã à noite e estará aberta ao público depois de amanhã e até ao dia 26 deste mês.
No JN
No JN
Entrevista de Pedro Duarte ao JN
Isto começa a ficar feio para Rui Rio. Até Pedro Duarte, um elemento do PSD que apoiou a candidatura de Rio à Câmara e que, por sua vez, retribuiu quando Pedro Duarte se candidatou à concelhia, já tem respostas destas:
JN: Se hoje houvesse eleições, e teria de ser feita essa avaliação, Rio seria candidato?
Objectivamente, hoje não. Foi feito apenas um ano de mandato e aquilo que todos esperamos e em que estamos empenhados é que os próximos três anos possam significar algo de diferente para melhor. Espero que daqui a três anos não esteja no ponto que está hoje.
Leia aqui toda a entrevista
JN: Se hoje houvesse eleições, e teria de ser feita essa avaliação, Rio seria candidato?
Objectivamente, hoje não. Foi feito apenas um ano de mandato e aquilo que todos esperamos e em que estamos empenhados é que os próximos três anos possam significar algo de diferente para melhor. Espero que daqui a três anos não esteja no ponto que está hoje.
Leia aqui toda a entrevista
sexta-feira, novembro 03, 2006
terça-feira, outubro 31, 2006
Uma adivinha (actualizado)
Sabem quanto tempo o semáforo da Av. da Boavista com a Rotunda se mantém verde?
Dou uma ajuda: às 16h, a fila começava nesse semáforo e já passava Guerra Junqueiro...
Update: 8 segundinhos!! Contados tanto na 3ª feira como na 5ª feira (2 de Nov.).
Dou uma ajuda: às 16h, a fila começava nesse semáforo e já passava Guerra Junqueiro...
Update: 8 segundinhos!! Contados tanto na 3ª feira como na 5ª feira (2 de Nov.).
O destino do nosso dinheiro
Hoje tive de cumprir a dolorosa tarefa de pagar o IMT, requisito obrigatório para escriturar a compra da nova habitação.
Sendo assim, tive de me deslocar à Repartição de Finanças do meu Bairro. Foi, então, que dei de caras com uma situação caricata: 4 (quatro!) funcionárias a olharem para o monitor do computador e assim ficaram durante pelo menos meia hora. Repito, quatro funcionárias a tentarem resolver a questão de um contribuinte. Entretanto, ficaram os restantes à espera de cumprir a sua obrigação de pagar ao Estado. Segundo informação do contribuinte / cliente que estava à minha frente, o que estava a ser atendido já lá estava quando ele chegou. E este já ia em 50 minutos de espera...
Resultado, para pagar o IMT, demorei 1h15. Pelo menos saí convencido para onde ia o meu dinheiro...!
PS: apesar da espera e de ter desembolsado um dinheiro que sei que me pôs mais pobre (não recebi nada em contrapartida quee valha o que gastei), fui bem atendido e de uma forma simpática pela funcionária que me atendeu (eu não tive direito à conferência como o outro contribuinte)
Sendo assim, tive de me deslocar à Repartição de Finanças do meu Bairro. Foi, então, que dei de caras com uma situação caricata: 4 (quatro!) funcionárias a olharem para o monitor do computador e assim ficaram durante pelo menos meia hora. Repito, quatro funcionárias a tentarem resolver a questão de um contribuinte. Entretanto, ficaram os restantes à espera de cumprir a sua obrigação de pagar ao Estado. Segundo informação do contribuinte / cliente que estava à minha frente, o que estava a ser atendido já lá estava quando ele chegou. E este já ia em 50 minutos de espera...
Resultado, para pagar o IMT, demorei 1h15. Pelo menos saí convencido para onde ia o meu dinheiro...!
PS: apesar da espera e de ter desembolsado um dinheiro que sei que me pôs mais pobre (não recebi nada em contrapartida quee valha o que gastei), fui bem atendido e de uma forma simpática pela funcionária que me atendeu (eu não tive direito à conferência como o outro contribuinte)
segunda-feira, outubro 30, 2006
Jogo Grande
Tive a felicidade de ser convidado por um amigo meu a ir ver o FC Porto x SL Benfica. À partida até seria um jogo que contribuiria muito pouco para a minha felicidade. No entanto, veio a revelar-se como um excelente programa! Valeu bem a pena pelo espectáculo dentro e fora do campo.

Foi um jogo com muitos golos (e bons!), emotivo qb até ao último segundo e, tirando o lance que lesionou Andersson (que não considero propositado), de uma enorme correcção entre os jogadores. Como dizia alguém hoje no café, foi uma bofetada de luva branca aos dirigentes.
Jogos destes são bem-vindos e necessários para a nossa Liga! Parabéns ao FCP e ao SLB!
Uma última palavra para a beleza que foi a entrada das equipas em campo e os cânticos (à excepção dum que faz referência à mães dos benfiquistas...) dos 50 mil adeptos. Impressionante!
Foi um jogo com muitos golos (e bons!), emotivo qb até ao último segundo e, tirando o lance que lesionou Andersson (que não considero propositado), de uma enorme correcção entre os jogadores. Como dizia alguém hoje no café, foi uma bofetada de luva branca aos dirigentes.
Jogos destes são bem-vindos e necessários para a nossa Liga! Parabéns ao FCP e ao SLB!
Uma última palavra para a beleza que foi a entrada das equipas em campo e os cânticos (à excepção dum que faz referência à mães dos benfiquistas...) dos 50 mil adeptos. Impressionante!
sexta-feira, outubro 27, 2006
Grandes de Portugal
Depois de ler o post no Nortadas, fiquei com curiosidade e fui consultar o site da RTP. Este programa é hilariante: um assassino, Otelo Saraiva de Carvalho, condenado e posteriormente amnistiado pelo Mário Soares (apesar de ele nunca ter pedido perdão ou reconhecido o erro cometido, essencial para uma amnistia...) pode ser eleito como um Grande de Portugal.
Se já não bastava alguém se lembrar de o incluir na lista, pior ainda é o resumo que fazem dele:
É considerado o grande estratega do 25 de Abril de 1974. Corajoso e determinado, Otelo Saraiva de Carvalho ajudou a pôr fim ao regime marcelista. Foi responsável pelo sector operacional da comissão coordenadora do MFA, que dirigiu nesse dia as operações militares. O golpe que intentou em 25 de Novembro de 1975 afastou-o de posições de poder mas, recuperada a imagem, candidatou-se à Presidência da República por duas vezes. Foi preso no caso das FP-25, mas acabou amnistiado em 1996. “Devemos-lhe imenso”, assegura Fernando Lopes.
Nascido em Lourenço Marques, Moçambique, em 31 de Agosto de 1936, Otelo Saraiva de Carvalho é conhecido como o chefe operacional do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974. Foi determinante para o fim da ditadura, no posto de comando clandestino instalado no Quartel da Pontinha. O sonho materializava-se. Nunca será esquecido devido à sua coragem e astúcia. Otelo esteve em Angola de 1961 a 1963 e na Guiné de 1970 a 1973. Na fase final da guerra, foi um dos principais impulsionadores do movimento de contestação ao Decreto-Lei n.º 353/73, que dava a possibilidade aos milicianos do quadro especial de oficiais de ultrapassarem os capitães do quadro permanente nas suas promoções. Isto deu início ao movimento dos capitães e ao movimento das forças armadas (MFA). Foi precisamente como responsável pelo sector operacional da comissão coordenadora do MFA que dirigiu os acontecimentos do 25 de Abril. O desejo de liberdade e o descontentamento em relação à política seguida pelo governo na guerra colonial foram as motivações de Otelo Saraiva de Carvalho. “Um actor político com imensa coragem física”, diz o cineasta Fernando Lopes. Após a queda do I Governo Provisório, ficou à frente do Comando Operacional do Continente (COPCON). Mas, pouco tempo depois, o governo substituiu-o no comando do organismo, o que levou Saraiva de Carvalho a intentar um golpe em 25 de Novembro de 1975. Saiu derrotado e foi preso. Três meses depois de ser solto, e de reabilitar a sua imagem, chega outro dos momentos fundamentais da sua vida: a candidatura às eleições presidenciais de 1976, e de novo em 1980, como candidato apoiado pela extrema-esquerda; nas primeiras eleições conseguiu metade dos votos dos comunistas. Em 1984 voltou a ser preso, desta vez sob a acusação de envolvimento com as Forças Populares 25 de Abril (FP-25), grupo revolucionário responsável por mortes, atentados e confrontos com a polícia. Foi libertado cinco anos mais tarde, ficando a aguardar julgamento em liberdade provisória, tendo sido amnistiado em 1996. Otelo Saraiva de Carvalho é, ainda hoje, uma referência para os activistas de esquerda em Portugal.
E assim se tenta fazer a História de Portugal... No topo da página de Otelo, aparece
"Militar/Político". Eu trocaria por "Assassino / criminoso".
Se já não bastava alguém se lembrar de o incluir na lista, pior ainda é o resumo que fazem dele:
É considerado o grande estratega do 25 de Abril de 1974. Corajoso e determinado, Otelo Saraiva de Carvalho ajudou a pôr fim ao regime marcelista. Foi responsável pelo sector operacional da comissão coordenadora do MFA, que dirigiu nesse dia as operações militares. O golpe que intentou em 25 de Novembro de 1975 afastou-o de posições de poder mas, recuperada a imagem, candidatou-se à Presidência da República por duas vezes. Foi preso no caso das FP-25, mas acabou amnistiado em 1996. “Devemos-lhe imenso”, assegura Fernando Lopes.
Nascido em Lourenço Marques, Moçambique, em 31 de Agosto de 1936, Otelo Saraiva de Carvalho é conhecido como o chefe operacional do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974. Foi determinante para o fim da ditadura, no posto de comando clandestino instalado no Quartel da Pontinha. O sonho materializava-se. Nunca será esquecido devido à sua coragem e astúcia. Otelo esteve em Angola de 1961 a 1963 e na Guiné de 1970 a 1973. Na fase final da guerra, foi um dos principais impulsionadores do movimento de contestação ao Decreto-Lei n.º 353/73, que dava a possibilidade aos milicianos do quadro especial de oficiais de ultrapassarem os capitães do quadro permanente nas suas promoções. Isto deu início ao movimento dos capitães e ao movimento das forças armadas (MFA). Foi precisamente como responsável pelo sector operacional da comissão coordenadora do MFA que dirigiu os acontecimentos do 25 de Abril. O desejo de liberdade e o descontentamento em relação à política seguida pelo governo na guerra colonial foram as motivações de Otelo Saraiva de Carvalho. “Um actor político com imensa coragem física”, diz o cineasta Fernando Lopes. Após a queda do I Governo Provisório, ficou à frente do Comando Operacional do Continente (COPCON). Mas, pouco tempo depois, o governo substituiu-o no comando do organismo, o que levou Saraiva de Carvalho a intentar um golpe em 25 de Novembro de 1975. Saiu derrotado e foi preso. Três meses depois de ser solto, e de reabilitar a sua imagem, chega outro dos momentos fundamentais da sua vida: a candidatura às eleições presidenciais de 1976, e de novo em 1980, como candidato apoiado pela extrema-esquerda; nas primeiras eleições conseguiu metade dos votos dos comunistas. Em 1984 voltou a ser preso, desta vez sob a acusação de envolvimento com as Forças Populares 25 de Abril (FP-25), grupo revolucionário responsável por mortes, atentados e confrontos com a polícia. Foi libertado cinco anos mais tarde, ficando a aguardar julgamento em liberdade provisória, tendo sido amnistiado em 1996. Otelo Saraiva de Carvalho é, ainda hoje, uma referência para os activistas de esquerda em Portugal.
E assim se tenta fazer a História de Portugal... No topo da página de Otelo, aparece
"Militar/Político". Eu trocaria por "Assassino / criminoso".
quarta-feira, outubro 25, 2006
Portugal Real
Passei hoje por uma situação digna de um país do 3º mundo. Tive a infelicidade de ter de me deslocar a Lisboa pelo que recorri, como habitualmente, ao comboio.
Desta feita, dado o temporal que assolou o centro do país, a chamada "linha do Norte" ficou cortada entre as estações de Souselas e Coimbra B.

Inundações em Coimbra - Foto de Paulo Novais para Lusa
Não querendo entrar muito nas críticas à CP ao permitir que uma situação destas ocorra todos os invernos, vou mais criticar a CP pela incompetência e falta de consideração pelos seus clientes! Estes senhores sabiam de antemão que a linha estava cortada. Apesar disso, não se preocuparam em avançar com os comboios das 6h15 e das 7h15, só cancelando o comboio das 8h15. Nem se preocuparam em comunicar isso aos clientes ainda na Estação. Certamente que não me teria metido naquele comboio, sabendo que a linha estava cortada!
Como é óbvio, se a linha estava cortada.... ficaram os 2 comboios retidos em Pampilhosa, durante 3h130 e 2h30 respectivamente até ser apresentada uma alternativa: regressar ao Porto... (ou então esperar que a linha reabrisse, algo que não faziam a menor ideia quando seria - pelos vistos reabriu já passava do meio-dia).
Inicialmente até tiveram o desplante de quererem cobrar o bilhete de volta para o Porto! Por momentos, o bom-senso caiu nas cabecinhas iluminadas dos senhores da CP para perceberem que tal atitude era inadmissível.
Sendo assim, regressámos ao Porto num comboio regional, cheio, com pessoas sem sítio para se sentar. Chegou a Gaia por volta do meio dia.
Quando tudo parecia que o pesadelo estava a terminar, demos com uma bilheteira cheia e dois "guichets" abertos. Eis senão quando, um dos funcionários entendeu que estava na hora de ir encher o bandulho e fechou o "guichet" dele. "Não faz mal, já perderam 5 horas da vida deles, mais meia hora não ia fazer a diferença e eu preciso de manter a minha barriga grande!", foi certamente o que o imbecil do funcionário da CP pensou. Nem com os meus protestos ele reconsiderou. Toca a ir embora que já se faz tarde e já trabalhou demasiado...
Com isto, perdi uma manhã e,pior ainda, tenho na mesma de me deslocar a Lisboa para fazer o que tinha a fazer hoje. Espera-me, amanhã, mais um episódio no Portugal real, aquele que quer fazer um TGV por 3 mil milhões de euros mas que não sabe como evitar inundações na linha de comboio.
Desta feita, dado o temporal que assolou o centro do país, a chamada "linha do Norte" ficou cortada entre as estações de Souselas e Coimbra B.
Inundações em Coimbra - Foto de Paulo Novais para Lusa
Não querendo entrar muito nas críticas à CP ao permitir que uma situação destas ocorra todos os invernos, vou mais criticar a CP pela incompetência e falta de consideração pelos seus clientes! Estes senhores sabiam de antemão que a linha estava cortada. Apesar disso, não se preocuparam em avançar com os comboios das 6h15 e das 7h15, só cancelando o comboio das 8h15. Nem se preocuparam em comunicar isso aos clientes ainda na Estação. Certamente que não me teria metido naquele comboio, sabendo que a linha estava cortada!
Como é óbvio, se a linha estava cortada.... ficaram os 2 comboios retidos em Pampilhosa, durante 3h130 e 2h30 respectivamente até ser apresentada uma alternativa: regressar ao Porto... (ou então esperar que a linha reabrisse, algo que não faziam a menor ideia quando seria - pelos vistos reabriu já passava do meio-dia).
Inicialmente até tiveram o desplante de quererem cobrar o bilhete de volta para o Porto! Por momentos, o bom-senso caiu nas cabecinhas iluminadas dos senhores da CP para perceberem que tal atitude era inadmissível.
Sendo assim, regressámos ao Porto num comboio regional, cheio, com pessoas sem sítio para se sentar. Chegou a Gaia por volta do meio dia.
Quando tudo parecia que o pesadelo estava a terminar, demos com uma bilheteira cheia e dois "guichets" abertos. Eis senão quando, um dos funcionários entendeu que estava na hora de ir encher o bandulho e fechou o "guichet" dele. "Não faz mal, já perderam 5 horas da vida deles, mais meia hora não ia fazer a diferença e eu preciso de manter a minha barriga grande!", foi certamente o que o imbecil do funcionário da CP pensou. Nem com os meus protestos ele reconsiderou. Toca a ir embora que já se faz tarde e já trabalhou demasiado...
Com isto, perdi uma manhã e,pior ainda, tenho na mesma de me deslocar a Lisboa para fazer o que tinha a fazer hoje. Espera-me, amanhã, mais um episódio no Portugal real, aquele que quer fazer um TGV por 3 mil milhões de euros mas que não sabe como evitar inundações na linha de comboio.
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